‘O vigarista do ano’ traz Richard Gere em atuação brilhante

Longa de Lasse Halstöm chega aos cinemas nesta sexta-feira (14).
Na trama, Gere vive golpista que ganha US$ 1 milhão para escrever falsa biografia.


Carla Meneghini
Do G1, no Rio

01151671900.jpgO escritor Clifford Irving entrou para a história dos Estados Unidos como um grande vigarista, criminoso, que pregou uma peça monumental em 1971 para faturar US$ 1 milhão. Entretanto, o filme “O vigarista do ano” (“The hoax” no original), que chega aos cinemas nesta sexta-feira (14), revela Cliff como uma figura muito mais simpática e complexa do que ele pode parecer à primeira vista.

Graças à atuação brilhante de Richard Gere e a um roteiro inteligente, baseado no livro de memórias do próprio Irving, o famoso golpista ganhou um retrato charmoso e carismático no cinema.

O filme ganha força com um ótimo “timing” cômico, uma fotografia caprichada e um elenco coadjuvante de primeira, com Marcia Gay-Harden, que interpreta a mulher do protagonista, Julie Delpy, a amante, e Alfred Molina, o parceiro.

Na trama, o escritor falido Clifford Irving (Gere) resolve armar um golpe para cima de sua editora depois que a empresa cancela a publicação de seu romance. Cliff recebe US$ 1 milhão de adiantamento para escrever a autobiografia do megamilionário Howard Hughes (o mesmo que foi interpretado por Leonardo Di Caprio em “O aviador”), cuja rotina misteriosa e extravagante enchia a mídia de curiosidade. Seria perfeito não fosse um detalhe: Hughes nem mesmo sabe da existência do livro.

Munido de cartas forjadas do ricaço e entrevistas falsas, Cliff engana todo o mundo e se dá bem. Mas a mentira começa a tomar proporções gigantescas, e para mantê-la ele vai precisar de mais do que provas fajutas, vai precisar mentir para si próprio. Com isso, Cliff entra num mundo onde já não se sabe o que é verdade e o que não é.

O diretor, o sueco Lasse Halström (de “Gilbert Grape” e “Regras da vida”), acertou em cheio ao revezar tiradas bem-humoradas e suspense, principalmente na reta final, em que um clima sombrio se instala na tela. Mas o talento de Halström está em sua sensibilidade ao acompanhar a viagem de Cliff pelo universo ora eufórico, ora depressivo dos mentirosos compulsivos.

Uma resposta

  1. Atuação brilhante é certo mais a história em si…
    Isso é filmico, bons artistas mais a história é fraca.
    Não entendo porque toda esta algazarra por um filme americano se assistimos este tipo de filme todos os dias ao vivo e a cores
    Isso é filme para americano e europeu ver, aqui no Brasil temos artistas muito mais autênticos. Assistam aos filmes que passam nas Tvs: Câmaras; Federal, Estaduais e Municipais, e principalmente dos fílmicos que saem do estúdio central, tem artista muito mais qualificado, não precisa sequer de dublê.
    Valorize o que é nosso, valorize o “artista” brasileiro.
    Seja solidário, ajude manter a qualidade dos nossos filmes nas próximas eleições vote em que já tem nome. (Vide relação no SITE DO TCU ou TCE), estes são os melhores artistas do mundo. Richard Gere é fichinha

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