Como será o amanhã?


Adriana Cordeiro *

Hoje resolvi expor um pouco das minhas preocupações e pensamentos sobre como será o amanhã. Antes de ter um filho, temia em relação ao mundo no qual viveria. Hoje ele existe e penso como serão seus próximos passos. Sua pouca idade já revela sua enorme curiosidade e energia, logo, logo estará ampliando seus espaços de convivência, suas amizades, enfim. O que ele encontrará? O que absorverá?

Há dias recentes presenciei, como ouvinte passiva, conversas e comentários, em diferentes dias e locais públicos e de grande circulação de pessoas. O que vi e ouvi me causou uma inquietação ainda maior sobre como será o amanhã.

Dentro de um ônibus que circula em bairros do município, um homem, ao perceber uma concentração maior de pessoas em um determinado trecho do percurso, comentou de forma irônica: “no mínimo mataram um”.

Fiquei intranqüila com a normalidade com que alguns fatos estão acontecendo e sendo encarados. Em uma parada de ônibus onde estava acompanhada pelo meu irmão de apenas seis anos, outros adolescentes e jovens brincavam e conversavam como se estivessem estreando uma peça teatral, e tivessem que ser ouvidos por todos. O que falavam? Não seria interessante ou possível transcrever neste jornal.

Em uma lan house não foi difícil não se chocar com a banalização e a forma grosseira com que adolescentes se referiam a temas que variavam entre sexo e jogos. Empolgados com a dinâmica dos jogos, gritavam que iriam matar e com que arma acabariam com o adversário. Quando o assunto mudou para sexo, sobraram palavras grosseiras, se referindo a possíveis ou desejados pares como apenas objetos descartáveis de prazer e ostentação.

Tudo bem?

Isso são apenas pequenos recortes de alguns instantes diários, em que se percebe a externalização de como grande parte da sociedade está visualizando, sentindo e tratando situações e pessoas. E para você não desistir de concluir a leitura, não vamos comentar sobre noticiários de TV, músicas da “moda”, maus políticos, aquecimento global…

Quero apenas lembrar que vale a pena e que podemos construir e oferecer hábitos e sentimentos de melhor qualidade para nós, nossos filhos, a sociedade e futuras gerações.
Que Deus ajude a todos nós.

* Adriana Cordeiro é assistente social

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