Juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri, analisará pedido de prisão preventiva.
Neste prazo, o juiz também decidirá se aceita denúncia da Promotoria contra o casal.
Do G1, em São Paulo
O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, tem até cinco dias para decidir se decreta ou não a prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Neste prazo, o juiz também vai analisar se aceita denúncia para abrir processo judicial contra o casal. O prazo máximo para Maurício Fossen se manifestar é segunda-feira (12), porque no domingo (11), quando termina o período, não há expediente no fórum.
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo informou que Maurício Fossen recebeu a denúncia e o pedido de prisão preventiva nesta quarta-feira (7). O prazo passa a valer a partir do momento em que o juiz recebe a denúncia.
O promotor designado para tratar do caso, Francisco Cembranelli, protocolou na terça-feira (6) a denúncia em que acusa o casal de homicídio doloso triplamente qualificado (meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e para ocultar outro crime). Ele também encaminhou parecer favorável ao pedido de prisão preventiva do casal feito pela polícia.
Para o promotor, Anna Carolina Jatobá esganou Isabella e Alexandre Nardoni arremessou a criança do 6º andar. “Ambos mataram”, disse Cembranelli em entrevista coletiva na tarde de terça-feira. Antes do crime, afirmou Cembranelli, houve uma “discussão acalorada” do casal motivada por ciúme de Anna Jatobá em relação a Alexandre Nardoni. Neste momento, a criança foi ferida por um objeto contundente na testa. Depois, a madrasta apertou o pescoço da vítima com as mãos. O promotor defende que, sabendo que a criança estava viva, Nardoni jogou Isabella pela janela, incentivado pela esposa.
‘Denúncia superficial’
Um dos advogados de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Marco Polo Levorin, disse na terça-feira que a denúncia encaminhada pelo promotor à Justiça é superficial. “Nós entendemos que a denúncia é superficial. A gente vem ressaltando a vulnerabilidade das provas. A gente pode observar incongruências na própria denúncia. Agora haverá o transcurso da instrução criminal e a gente está confiante em uma decisão favorável ao casal”, disse ele.
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