Caso a decisão seja mesmo pela candidatura própria, os nomes mais cotados são os do tenente Toca, da médica Tereza Cristina e do líder dos sem-terra Ariel Melo.
Por José Ambrósio
Embalado com o apoio popular ao presidente Lula no município, da ordem de 80%, o PT do Cabo de Santo Agostinho pode decidir esta semana o lançamento de candidatura própria ao Palácio Conde da Boa Vista. Em reunião programada para hoje, o grupo que discute as estratégias eleitorais pode definir o encaminhamento, mas somente o Diretório definirá a candidatura em reunião que ainda não tem data definida, mas que deverá ocorrer na semana que se inicia.
“Se a reunião do Diretório fosse hoje (quinta-feira 8), o PT definiria pela candidatura própria”, disse o presidente do partido no município, Adson José, revelando que dos 21 diretorianos, 12 defendem que o partido dispute as eleições com nome próprio. “Poderemos ter o número 1313 e assim eleger até dois a três vereadores”, avaliou.
De outra forma, segundo Adson José, dificilmente o PT elegerá representante para a Câmara Municipal. Como revelou, as estratégias traçadas pelo prefeito Lula Cabral (PTB) isolam o PT, de maneira a que o partido não consiga eleger representante. “Os petistas que estão na administração (Secretaria Executiva de Meio Ambiente) não vão pedir votos para o PT, mas para o filho do secretário Raimundo de Souza, Marcelo de Souza, do PMN”, acusou.
O dirigente petista disse que o partido muito contribuiu com a administração municipal, mas ressaltou não haver reconhecimento adequado. “Discordamos da maneira como se trata o reordenamento urbano, mas o prefeito preferiu continuar com o secretário Raimundo de Souza”, disse. O PT chegou a informar oficialmente ao prefeito que o secretário Raimundo não mais representava o partido no governo.
ADIAMENTO – Adson José disse ainda que por pouco a decisão da candidatura própria não foi tomada na semana que passou. Como afirmou, o grupo chegou a iniciar reunião no sábado (3), no Caic, às 15h, mas foi cancelada a pedido de um dirigente estadual, que solicitou alguns dias para buscar um entendimento.
“O Cabo não é uma ilha e em muitos casos, o partido nos municípios precisam seguir as estratégias estaduais”, ponderou o dirigente, também informando ter procurado o PSB para compor uma chapa, mas admitindo não ter encontrado interesse por parte dos socialistas.
Adson José não admitiu, mas pesa também na orientação da maioria a decisão do prefeito Lula Cabral de ignorar o pleito dos petistas para indicar nome à vaga de vice na sua chapa de reeleição.
“O prefeito disse que a vice vai ficar mesmo com o atual (Vado da Farmácia-PDT), seguindo decisão de Lula presidente e de João Paulo (prefeito do Recife). E que estava aberto para discutir plano de governo. Ora, plano de governo se discute com a sociedade, na elaboração do PPA, e isso somente vai ocorrer em 2009”, destacou.
Caso a decisão seja mesmo pela candidatura própria, os nomes mais cotados são os do tenente Toca (foi vice na chapa de Efigênia Oliveira, em 2004), da médica Tereza Cristina e do líder comunitário Ariel Melo.
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