ARTIGO: Seria bíblico a Igreja cobrar 10% de seu salário?


Essas contribuições financeiras são essenciais para a manutenção dos locais de adoração com suas despesas inerentes, não para sustentar uma classe privilegiada de líderes religiosos

Por Sebastião Ramos

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem. Num mundo em CONSTANTE MUDANÇA, tudo se tornou passível de questionamentos e incertezas. “O que era sólido se desmanchou no ar como fumaça”, como disse certo analista de renome internacional.

Até as descobertas científicas podem ser vistas por outro ângulo. E as crenças religiosas? Também já são observadas com desconfiança; uma que trataremos é sobre a cobrança do dízimo. Numa época passada, quando o dízimo não estava sendo pago pelos fiéis, regularmente, os pastores mandavam as irmãs entoarem um hino de louvor, com o objetivo de fazer PRESSÃO PSICOLÓGICA aos fieis, ou seja, se o dizimista não regularizasse suas mensalidades – o seu voto prometido a Deus – pagar o dízimo até o final de sua vida – estariam cometendo infração gravíssima, e, sendo assim, perderiam o direito de entrar nas moradas de Deus. ‘O QUE A RELIGIÃO NÃO TEM CONSEGUIDO FAZER!’

Perante tantas dúvidas persistirem sobre a cobrança dízimo, surgem perguntas: O dízimo é um mandamento bíblico para o cristão? Devo pagar ou não pagar? Dizem até que o dízimo está na Bíblia; mas, o que representa para os nossos dias? Talvez achem que é um assunto polêmico e difícil de obtermos resposta exata, porém a Bíblia, por advir de inspiração divina, pode nos revelar seguramente como proceder diante deste dilema. (2 Timóteo 3: 16)

Inicialmente, leiamos em nossa Bíblia, Deuteronômio, 26: 12, que diz:”De três em três anos, junte a décima parte das colheitas daquele ano e dê aos levitas, aos estrangeiros, aos órfãos e às viúvas que moram na cidade, para que tenham toda a comida que precisarem. Depois, na presença de (Jeová) nosso Deus, você dirá: “Entreguei aos levitas, aos estrangeiros, aos órfãos e às viúvas a parte das minhas colheitas que pertencem a ti”.

Precisamente, o relato bíblico assegura, que, o dízimo era doado voluntariamente, para alimentar as viúvas, os órfãos, levitas e estrangeiros, e nunca foi em dinheiro, apesar de já existir. Hoje, os valores se invertem a medida que as próprias viúvas, que ganham um mísero salário mínimo, são obrigadas a pagar o dízimo, quando deveriam ser beneficiadas por ele. (Leia, Deuteronômio 14: 24 – 26).

Noutra ocasião, quando se juntava contribuições para os necessitados da Judéia, não fora mencionado nenhuma porcentagem específica – 10% – a ser entregue, como prova do seguinte relato bíblico: “Cada um dê a sua oferta conforme resolveu no seu coração, não com tristeza nem por obrigação…” (2 Coríntios. 9: 7). Já nos dias do antigo Israel, também os dízimos eram ofertados em cereais, frutas e gado. Notem: “Eu, Jeová, o Todo-Poderoso, ordeno que tragam todos os dízimos aos depósitos do Templo para que haja bastante comida na minha casa” (Mal 3:10).

Quando os fariseus tentaram se justificar perante Cristo por serem fiéis ao dízimo, veja o que ele disse: “Ai de vós escribas e fariseus hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro, e do cominho, mas desconsiderastes os assuntos mais importantes da lei…” Mais uma prova cabal de que o dízimo não era ofertado em dinheiro, mas em gêneros alimentícios.

Após a morte de Cristo, esta lei foi ABOLIDA, definitivamente, até a que determinava apresentar ofertas e dízimos (materiais específicos). Portanto, no lugar do dízimo, os cristãos são aconselhados a darem uma oferta voluntária, como disse o próprio apóstolo Paulo: “Cada um contribua segundo o que propôs em seu coração…”.

A maior das ofertas que o cristão pode oferecer a Deus, hoje, é o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome, ou seja, pregar o Reino, tendo em vista que o Dia de Jeová está próximo e se apressa muitíssimo.

É lógico que essas contribuições financeiras são essenciais para a manutenção dos locais de adoração com suas despesas inerentes, não para sustentar uma classe privilegiada de líderes religiosos, pois o apóstolo Paulo afirmou que os cristãos deviam estar preparados para trabalhar e sustentar a si próprio e não ser um fardo para outros, como ele mesmo fazia (Atos 18: 4, 1Cor. 9:13-15).

Ademais, por causa da cobrança do dízimo, começam a pipocar casos em que a Justiça tem determinado que algumas organizações religiosas devolvam ao fiel o dízimo que este pagou, mediante recibo.

“A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a devolver ao fiel Edson Luiz de Mello todos os dízimos e doações feitas por ele. De acordo com o processo movido por sua mãe, Edson, que é portador de enfermidade mental permanente, passou a freqüentar a igreja em 1996 e desde então era induzido a participar de reuniões sempre precedidas e/ou sucedidas de contribuição financeira.

Segundo o advogado, que representou o fiel, Walter Soares Oliveira, a quantia total a ser restituída será apurada com base nas provas, mas certamente ultrapassará os R$ 50 mil. Além de devolver as doações, a Igreja Universal ainda terá de indenizar o fiel em R$ 5 mil por danos morais.

No processo consta que “promessas extraordinárias” eram feitas na igreja, em troca de doações financeiras e dízimo. Teria sido vendida a Edson Luiz , por exemplo, a “chave do céu”. A vítima também recebeu um “Diploma de Dizimista” assinado por Jesus Cristo. Com isso, as colaborações doadas mensalmente chegaram a tomar todo o salário do fiel, que trabalhava como zelador”. (FONTE: Portal Uai)

Os antigos já diziam: “Podemos enganar as pessoas por um tempo, pela metade de um tempo, mas não por todo tempo”. Então, é chegada a hora de se falar a verdade sobre o dízimo, que não é mais bíblica a sua cobrança.

As religiões, em sua esmagadora maioria, não praticam as doutrinas da lei mosaica, como guardar o sábado, sacrificar animais, dentre outros; porém, quanto à cobrança do dízimo – dinheiro – não desistem jamais, mesmo sabendo que é um mandamento da lei. Em Gálatas, 3: 10, diz-se: “Os que estão debaixo das obras da lei estão debaixo da maldição…”

Realmente, por mais que se sacrifique a pagar dízimos, não seria justificado diante de Deus, porque, segundo a Bíblia, o justo vive em razão de sua fé.

Os líderes religiosos, hoje, falam sobre dízimos de modo discreto porque sabem que não tem base bíblica a sua cobrança, porém, em compensação, investem noutros tipo de marketings para fazerem negócios das pessoas como afirma uma profecia bíblica.

Exemplos: Em certa religião, um cartão de ouro é proporcionado por mil reais para quem desejar se tornar parceiro de Deus, mas também tem o de prata e o de bronze, com preços menores. Outras religiões apelam para o sensacionalismo midiático por afirmar que, se os fiéis não derem suas ofertas alçadas, o programa sairá do ar e muitas almas ficariam penando pelo mundo afora. Com tanto dinheiro arrecadado, é provável que digam em suas camarinhas: “E viva o dinheiro – o nosso céu”.

Concluindo, podemos observar nos textos bíblicos, que não há ORDENANÇA nenhuma para o cristão ser dizimista e, sim, um ofertante voluntário.

* Sebastião Ramos – funcionário público federal (CE)

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2 respostas para ARTIGO: Seria bíblico a Igreja cobrar 10% de seu salário?

  1. AILTON ALVES disse:

    CONCORDO PLENAMENTE COM O SEBASTIÃO RAMOS, NO NOVO TESTAMENTO NÃO HÁ NENHUMA CITAÇÃO DO SENHOR JESUS CRISTO ORDENANDO QUE DEVERIA SER DADO UM DIZÍMO, E SIM UMA OFERTA VOLUNTÁRIA, COMO O MESMO SEBASTIÃO CITOU EM ALGUNS TRECHOS BIBLICOS PORÉM O QUE SE VER HOJE É QUE OS FIÉIS TENHAM UMA CERTA OBRIGAÇÃO DE CEDER 10% DO SEU SALÁRIO PARA IGREJA E O QUE OBSERVAMOS MAIS AINDA É O SALÁRIOS DESORBITANTES DOS PASTORES QUE CHEGAM ATÉ GANHAR 30 MIL REAIS MENSAIS E OS SALÁRIOS MAIS BAIXOS É NA CASA DE 5 MIL REIAS, NÃO SOU CONTRA A OS SALÁRIOS DOS PASTORES , ACHO ATÉ CORRETO ELES RECEBEREM POIS ESTÃO DEDICANDO AS SUAS VIDAS PARA A IGREJA MAS NÃO COM SALÁRIOS TÃO ALTOS.

  2. Ja que voce tocou no assunto de mandamentos mais importantes, voce guarda os dez mandamentos da Biblia? Como nao adorar imagens, guardar o sabado entre outros?
    A biblia e clara quando Deus nos fala que a decima parte do que ganhamos e Dele (Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes…)
    Aqui fala que o dizimo deve ser de tudo o que ganhamos e nao so de tres em tres anos como o senhor disse.(Deuteronômio
    14:22 ¶ Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo )
    Outro ponto e que o Dizimo nos nao damos a Deus, isso ja e Dele, foi Ele quem o requeriu de nos, nos apenas damos uma oferta de gratidao a Deus, o que nao tem nada a ver com o dizimo (2 Crônicas
    31:12 Ali recolheram fielmente as ofertas, e os dízimos, e as coisas consagradas; e tinham cargo disto Conanias, o levita principal, e Simei, seu irmão, o segundo )
    E por ultimo, quem disse que Jesus revogou alguma lei? (Mateus 5:17 ¶ Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.
    18 Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
    19 Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus)
    Concordo com voce em acusar os abusos como no caso da Igreja universal,que construiu um castelo em pleno centro de Belo Horizonte com direito a heliporto e tudo.
    Mas ja que voce quer falar sobre a biblia, voce podia estuda-la antes para nao querer mudar as palavras deDeus!
    Um grande abraco e que Deus nos Abencoe!

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