Procura indevida dificulta atendimento no Hospital Dom Helder



Desconhecimento sobre o funcionamento está levando muita gente ao novo centro de saúde sem o devido encaminhamento.


RAFAEL NEGRÃO

Com menos de um mês de funcionamento o Hospital Metropolitano Sul Dom Helder Camara (HDH), no Cabo de Santo Agostinho, já realizou até a última quarta-feira (16), 101 cirurgias, sendo 92 ortopédicas, sete classificadas como gerais e duas cardiológicas. Isso sem contar os muitos pacientes que são reencaminhados às unidades ambulatoriais de seus municípios, por não se enquadrarem em casos de urgência e emergência e acabam sobrecarregando a recepção do HDH.

De acordo com a direção do HDH, estão sendo realizados 100 atendimentos por dia, superando a estimativa que era de se chegar aos 100% em cinco meses. “Já estamos atendendo 50% e ainda nem completamos um mês. Isso mostra o quanto a população da Mata Sul necessitava de um hospital como esse”, ressaltou a superintendente, médica Maria Célia Costa.

ATENDIMENTO – A grande demanda e o pouco conhecimento por parte da população sobre o sistema de funcionamento do HDH estão levando muita gente para o novo hospital sem o devido encaminhamento.

É que dentro do novo sistema de saúde no estado, os pacientes devem ser encaminhados pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) referenciadas, pelo SAMU. Além desses casos, apenas as vítimas de acidentes socorridas pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Corpo de Bombeiros ou pacientes encaminhados através da Central de Regulação da Secretaria Estadual de Saúde.

O HDH realiza atendimentos em cardiologia, traumato-ortopedia e clínica médica. Uma das especialidades é a cardiologia sendo o terceiro hospital de referência do estado. O hospital conta com 112 enfermarias, 28 UTIS, 20 leitos de emergência de observação. A equipe é formada por 172 médicos, sendo 16 plantonistas e tem mais de 800 funcionários.

A previsão é que o hospital faça 200 atendimentos por dia, chegando a atingir 720 mil por ano. Os municípios do Cabo, Jaboatão dos Guararapes, Ipojuca, SIrinhaém, Escada, Primavera, Barreiros, Rio Formoso, Tamandaré e São José da Coroa Grande são os beneficiados com o atendimento do HDH.

ACESSO – De acordo com a superintendente Maria Célia Costa, uma das reclamações dos usuários diz respeito ao acesso ao HDH, que fica à margem da BR-101 Sul, no KM 28, ao lado da fábrica da Caninha 51, em área antes ocupada por cana-de-açúcar.

“Procuramos o DER para que fosse feito um acesso para quem vem no sentido do Cabo, porque a comunidade tem reclamado muito. Além disso, já se estuda a construção de uma passarela no sentido de quem vem do Cabo”, explicou a superintendente.

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