Encontrado corpo dilacerado de jovem na praia de Gaibu


Wilson Firmo

O corpo do jovem Jamesson Francisco dos Santos, 18 anos, foi encontrado na tarde desta terça-feira (27), na praia de Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho. Ele foi visto pela última vez por volta das 11h do sábado (24), quando se divertia com o seu primo Lúcio Flávio, de 23 anos.

Flávio mergulhou do morro de pedras, local apontado por banhistas e salva-vidas como perigoso. “Mergulhei com água na altura um pouco abaixo do peito. Jamesson mergulhou em seguida. Foi um mergulho sem volta. Ele não sabia mergulhar. Uma das ondas veio muito forte e nos arrastou. Por um instante, fiquei sem sentir o chão. Já Jamesson, o perdi logo em seguida”, relata, emocionado o primo Flávio, por telefone à reportagem do TP.

Flávio lembra que chegou a ser socorrido por homens do bombeiro, que fazem a segurança da área. “Mas demoraram muito. Não há placa indicando que o setor é perigoso ou impróprio para banho. Um dos salva-vidas que me socorreu disse que chegou a pensar era brincadeira nossa”, diz o rapaz, que enfatiza que não tinha bebido nada alcoólico. “Somos de famílias evangélicas”.

Jamesson era filho caçula com mais uma irmã e morava com seus pais no bairro de Sucupira, em Jaboatão dos Guararapes. Mais recentemente, trabalhava numa sapataria. E tinha passado nos testes de recrutamento para servir à Aeronáutica.

Foram mais de três dias de angústia e desespero com o sumiço do rapaz. Somente nesta terça (27) é que veio a notícia de que seu corpo fora encontrado nas areias da praia de Gaibu. O cenário era devastador. Relatos de testemunhas dão conta de total dilaceramento do corpo, sendo visível apenas a cabeça, os pés e pernas até à altura das panturrilhas.

Segundo informações do funcionário do Instituto de Medicina Legal (IML), Aroldo Nunes, o corpo de Jamesson foi liberado do IML às 11h desta quarta-feira (28). De acordo com Nunes, laudo emitido pelo IML apontou que a causa da morte teria sido asfixia motivado por aparente afogamento. O sepultamento aconteceu ainda nesta quarta, no cemitério Parque das Flores, no Recife.

Num vídeo encaminhado à redação, o corpo de Jamesson está completamente às amostras o que sobrou do esqueleto. Rementente sugeriu que o rapaz teria sido vítima de tubarão.

Em entrevista por telefone, com o especialista em tubarões do departamento de Pesca da Universidade Federal de Pernambuco, Fábio Hazin, foi enfático ao afirmar que é muito normal que um corpo humano que passe alguns dias submerso, venha apresentar sinais de dilaceramento.

“Um corpo que fica dois, três dias boiando na água é muito improvável que ele não apareça basta dilacerado por vários animais marinhos. Isso é muito normal”, enfatizou ele, descartando qualquer hipótese que venha sugerir que o dilaceramento do corpo de Jamesson tenha sido proveniente de ataques de tubarão.

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