EDITORIAL: Pelo voto consciente


As expressas recomendações feitas pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, ao dirigir-se aos eleitores brasileiros em pronunciamento que foi ao ar em cadeia nacional de rádio e televisão na noite do sábado (31), refletem bem a fragilidade de grande parte dos nossos cidadãos e cidadãs, ainda bastante vulneráveis na hora de decidir em quem votar.

“Não troque o seu sagrado direito de votar por alguma vantagem pessoal ou para alguém que lhe é próximo. O bem-estar da coletividade não tem preço. Lembre-se, ainda, de que aqueles que, no passado, usaram os cargos públicos apenas para enriquecer ou se perpetuar no poder poderão voltar a fazê-lo”, advertiu o ministro.

De forma didática, Lewandowski pediu que o eleitor analise a vida dos candidatos antes de votar no dia 3 de outubro. Disse ser importante verificar se os candidatos já fizeram algo de bom em benefício da sociedade e recomendou que os eleitor não se deixe iludir por promessas vazias ou publicidade enganosa.

O ministro ressaltou a importância de o eleitor discutir as propostas dos candidatos com os familiares, vizinhos, amigos, colegas e membros da comunidade. “Faça comparações, examine tudo criticamente, preparando-se para votar naqueles que melhor irão representá-lo no Executivo e no Legislativo”, enfatizou.

Com o pronunciamento, o presidente do TSE deu início à campanha de esclarecimento ao eleitor “Você pode escolher o seu destino”, que será veiculada diariamente, até o dia das eleições, por dez minutos, distribuídos ao longo da programação das emissoras de rádio e televisão de todo o país.

O objetivo principai é conscientizar o eleitor sobre a importância do voto e motivá-lo a participar do processo eleitoral, destacando, para isso, que ele é soberano na hora do voto. Mas a campanha também tratará de temas específicos como a proibição da compra de votos.

O presidente do TSE diz que a campanha utiliza linguagem que pode ser facilmente compreendida pelo eleitor médio e, assim, entende que a instituição cumpre a sua missão, que ressalta não se resume a apenas organizar as eleições e apurar os votos ou julgar controvérsias que possam surgir do processo eleitoral, mas a de conscientizar o eleitor, que julga ser das mais importantes.

Esse entendimento do ministro é sim dos mais importantes para o TSE, nesse momento. Afinal, quem ainda não ouviu falar em políticos que compram votos dando em troca sacos de cimento, tijolos, dentaduras, laqueaduras, cestas básicas, promessas de emprego e um sem-fim de artimanhas que humilham e viciam o cidadão? A conscientização está em marcha, como demonstra a recém-criada Lei da Ficha Limpa, mas a vulnerabilidade ainda é muito grande, como grande e inescrupulosa ainda é a gana de muitos políticos.

Anúncios

Sobre Da Redação do TP

Contatos com a Redação: (81) 3518-1755 ou jornalismo@jornaltribunapopular.com
Esse post foi publicado em Últimas Notícias. Bookmark o link permanente.