‘Economist’ vê ‘dificuldades’ de Serra para tirar vantagem de Dilma


da BBC Brasil

A revista Economist traz na sua edição desta semana um artigo em que analisa as “dificuldades” que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, enfrenta para tirar a vantagem que a candidata do PT, Dilma Rousseff, começa a registrar nas pesquisas eleitorais.

Intitulado “Glória Refletida” – em referência ao principal ativo de Dilma na campanha, a transferência de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva –, o artigo avalia que a candidata petista “está no caminho de herdar a Presidência” de Lula.

Para a revista, a transferência de votos de Lula para sua candidata é “o problema” de Serra na campanha.

Por isso, embora demonstre, “no papel”, qualidades para “vencer a eleição presidencial sem suar”, o candidato tucano “tem tido dificuldades para se manter na corrida”.

A Economist ressalta que Serra tem sido obrigado a prometer a continuação de certas políticas do governo Lula, como o Bolsa Família.

Estratégia

Resumindo as estratégias dos dois principais candidatos, o cientista político Rubens Figueiredo, ouvido na reportagem, expõe: “Para a Dilma é simples: convencer os eleitores de que ela representa Lula. Já Serra precisa lembrá-los de que Lula não é o candidato – e fazer isso de maneira a não se opor, e se possível até sem mencionar, Lula”.

Para a publicação britânica, avançar de maneira “estável”, como vem fazendo Dilma, “é melhor para quem está no poder que para quem está na oposição”.

“Porém, a liderança de Dilma não é invencível”, considera a revista. “Se Serra impedir-lhe uma vitória no primeiro turno, pode ter alguma chance no segundo turno. E no Brasil há sempre a possibilidade de um escândalo ou gafe.”

Por outro lado, diz a Economist, Dilma ainda pode ganhar votos entre os 8% de eleitores que dizem optar pelo candidato de Lula, mas não a conhecem pelo nome.

Além disso, a candidata petista terá mais tempo do que Serra de campanha eleitoral gratuita no rádio e na TV, que começa na próxima terça-feira, dia 17.

“A vantagem pode acabar sendo decisiva”, analisa o artigo.

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