EDITORIAL: Votar livremente não tem preço


Milhões de brasileiros consideram a campanha Não Vendo Meu Voto lançada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) algo desnecessário, pois já tem consciência de que o voto não tem preço. Mas, infelizmente, para outros milhões de brasileiros o voto tem preço sim, ainda mais porque costumam ser assediados por políticos e cabos eleitorais corruptos que lhes oferecem vantagens as mais diversas e humilhantes.

É o toma lá dá cá ainda arraigado, corrompendo gente simples e necessitada e outras nem tão ingênuas e nem tão necessitadas, mas que ainda entende que se deve levar vantagem em tudo, sem perceber que quem está levando vantagem são exatamente os candidatos corruptos e seus seguidores mais próximos.

E foi justamente por conhecer e entender esse ambiente degradante das eleições no Brasil, que apesar de contar com leis mais rígidas, como a recente Lei da Ficha Limpa, que a AMB e o TSE lançaram a campanha. Sabem seus representantes que a compra do voto é bastante preocupante.

O presidente da AMB, Mozart Valadares, é claro. Diz que o maior prejudicado com a venda de votos é o eleitor, que “perde a cidadania, o direito de escolher livremente seus governantes.”

Baseado em pesquisa, o cientista político Ricardo Caldas, da Universidade de Brasília, diz que cerca de 20% dos votos no Brasil são comprados, dado relacionado apenas com pessoas que admitiram a prática em pesquisas de opinião. “Acredito que haverá grandes lacunas na aplicação da lei este ano. E no interior, se antes tínhamos o coronelismo com a troca de votos por dentaduras e sapatos, agora temos o clientelismo, quando os votos são trocados por dinheiro e cargos”, alertou.

A campanha é uma nova edição da que foi lançada em 2006, a campanha das Eleições Limpas. Segundo Valadares, Foi o ano em que a sociedade brasileira tomou conhecimento do esquema de compra de voto de parlamentares, o chamado “escândalo do mensalão”, que envolveu o Congresso Nacional e também o Poder Executivo.

Valadares considera tão importante a campanha de conscientização que, como revela, já se trabalha para que tenha caráter permanente, independentemente de o ano ser eleitoral ou não.

Dentadura, saco de cimento, tijolo, promessa de emprego. São muitos os “encantos” oferecidos por candidatos corruptos e seus comandados. Diante dessas ofertas, recuse com firmeza, dizendo que seu voto não tem preço. É dessa forma, mudando a forma de se fazer política no Brasil, que você não mais será procurado por pessoas dessa categoria, pois você terá mais consciência cidadã e os mercadores do voto sem mercado de trabalho.

Anúncios

Sobre Da Redação do TP

Contatos com a Redação: (81) 3518-1755 ou jornalismo@jornaltribunapopular.com
Esse post foi publicado em Últimas Notícias. Bookmark o link permanente.

2 respostas para EDITORIAL: Votar livremente não tem preço

  1. Apesar do “Ficha Limpa” grande vitória do povo, mesmo tendo sido estuprada pela corja marginália do congresso (já que projeto de iniciativa popular não deve ser alterado e o Ficha Limpa, foi, para deixar brechas por onde 90% dos ratos pudessem escapar), não podemos fazer vistas grossas as barbaridades do judiciário tão corrompido quanto o congresso e dá provas desta atitude, buscando meios para liberar candidaturas.
    O melhor e maior juiz é o povo, mesmo que os minsitros do STF e STE, digam que o candidato “A”, está liberado porque não se enquandra nas exigências do FL, não podemos nos deixar levar por estes homens que a cada dia dão provas de parcialidade.
    Candidato, que responda processos, tenha respondido, tenha sido indiciado é porque alguma coisa deve e que continua ganhando eleições por meios corruptos.
    O Dr. Juiz povo, quando quer é tão eficiente quando o maior delegado do mundo;
    “O coveiro”, portanto se o povo tiver vergonha não vota em candidato sujo ou que se una a sujo.
    Quem com porco anda em chiqueiro come, todos sabem disso.
    Se o candidato “A” é boa pessoa, bom legislador ou gestor mais se junta com marginais, marginal é, está apenas escondido, é só chegar ao poder para esquecer para que foi eleito. E o Povo? Quatro anos de SIFÚ.

  2. Na verdade o nosso modelo de eleição é o maior responsável pela entrada de maus elementos na política brasileira. A obrigatoriedade do voto induz o eleitor a escolher um dos candidatos mesmo que nenhum deles lhe agrade. Na maioria das vezes, é essa obrigatoriedade que facilita a eleição de políticos desonestos e corruptos. É muito provável que a maioria dos maus políticos só consiga se eleger por causa do voto obrigatório. Outro fator predominante é que nem sempre a lei é cumprida na integra, veja o caso do Cabo de Santo Agostinho, temos 3 candidatos fichas sujas, o Sr Arimateia, Amaro do Sindicato e Everaldo Cabral, conforme o Trubunal de Contas, porque a lei não são aplicadas a eles? infelismente a corrupção é praticada tambem pelo proprio eleitor, que vende seu voto por qualquer ninharia. Sabendo que o nosso voto não tem preço a consequencia disso será quatro anos de mandato sem nehuma pespectiva de melhorar nossa saíde, nossa educação nossa segurança e sem nenhuma politica voltadas para o Esporte e Lasr para nossa Juventude haja vista que hoje temos uma Secretaria Lagartixa que só faz o que mandam, sem contar que podemos ter tambem mais quatro anos de um candidato MUDO. Que não fez e nunca fará nada pelo municipio do Cabo de Santo Agostinho.

Os comentários estão encerrados.