Dilma promete construir seis mil creches no país


Agência Brasil

São Paulo – A candidata à Presidência da República do PT, Dilma Rousseff, defendeu hoje (17) a necessidade da criação de mais creches. Ela afirmou que a meta de seu programa de governo é a construção de seis mil unidades no país, 1,5 mil por ano.

“É na infância que está a raiz maior da desigualdade. Uma criança que nasce em condições de ser estimulada e frequenta a creche paga, chega ao primeiro ano com melhores condições do que aquela que não tem o mesmo estímulo. Temos que fazer creches de qualidade e com isso estaremos erradicando uma das maiores pontes da desigualdade que é o tratamento diferente com a criança”, declarou a candidata.

Dilma disse ainda, durante discurso dirigido às mulheres sindicalistas que participaram de um ato na capital paulista, que o seu programa de governo inclui também a implantação da Rede Cegonha que integra o tratamento à mulher desde a gravidez, passa pela maternidade e chega no atendimento ao bebê. Esse atendimento será dado nas clínicas especializadas em saúde feminina ligadas às Unidades Básicas de Saúde.

“Haverá ainda o atendimento especial às gestações de alto e de baixo risco que são diferentes e precisam de estruturas diferentes e [Unidades de Tratamento Intensivo] UTI Neonatal, porque a criança corre risco de vida até os 28 dias de vida. E articula essa rede ao [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] Samu Cegonha para que essas mulheres não fiquem por aí tendo filho na rua. Além disso, o Samu terá dentro dele uma mini-UTI bebê para aquelas crianças que estejam correndo risco possam ser transportadas em segurança”.

Durante o encontro, as representantes das seis centrais sindicais (CUT, Força Sindical, Nova Central Sindical, CGTB, UGT e CTB) entregaram à candidata um documento com reivindicações e propostas das trabalhadoras que inclui, os temas sobre as creches, igualdade salarial e valorização do salário mínimo, a redução da jornada semanal para 40 horas e a descriminalização do aborto.

“No caso das 40 horas, essa é uma questão que tem de ser levada em conta, que o movimento social tem que começar a reivindicar. Em muitos lugares acho que vai ser atendido e em outros acho mais difícil, principalmente nas pequenas empresas. E quanto ao aborto eu sou a favor da manutenção da legislação”, afirmou Dilma em entrevista concedida após o encontro.

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