Serra diz que vai investir R$ 12 bilhões em saúde e defende fortalecimento de filantrópicas


Agência Brasil

Brasília – A melhora no atendimento público de saúde no país depende de uma nova linha de financiamento para as entidades filantrópicas do setor, da revisão da tabela do Serviço Único de Saúde (SUS) e da implementação de ambulatórios que atendam especialidades médicas. A opinião é do candidato à Presidência da República, José Serra, pela coligação O Brasil Pode Mais (PSDB, DEM, PPS, PTB e PT do B), que defendeu hoje (17) a aplicação de R$ 12 bilhões na área ao longo de quatro anos.

Serra batizou a linha de financiamento para as filantrópicas que atuam no setor de “Proer das Casas de Saúde”. Segundo ele, a medida é fundamental porque o setor está com um endividamento de cerca de R$ 5,9 bilhões, que o aproxima de uma fase pré-colapso.

“Na Presidência, nós vamos voltar [a fazer] o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional [Proer], [mas] para as santas casas. O grau de endividamento do setor é intolerável. Passou de R$ 1,8 bi [bilhão] para R$ 5,9 bi. O que mostra uma situação crítica e de pré-colapso”, disse o candidato.

O candidato participou hoje (17) do 20º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília, com o tema Instituições de Saúde: Enfrentando Desafios, Ampliando as Oportunidades. O evento é organizado pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB).

Serra fez uma análise da saúde pública no país e criticou a adversária do PT, Dilma Rousseff. Segundo ele, Dilma “copia” suas ideias para o setor de saúde. “Eu tenho feito propostas. Aí, daqui a um mês, a candidata do PT vem e fez as mesmas propostas. Mas tudo bem”, disse. “O importante não é a cópia. Eu só gostaria, de vez em quando, de ter o direito autoral.”

Para Serra, as entidades filantrópicas devem ser tratadas como parceiras, o que, segundo ele, ocorreu no período em que foi ministro da Saúde. De acordo com o candidato, 40% das internações no país estão vinculadas a estas entidades.

O candidato elogiou o trabalho realizado pelas santas casas de Misericórdia e pelos hospitais filantrópicos, mas criticou o governo pelo tratamento dispensado a essas entidades. “Tem muito trololó nesta área. Nós levantamos os municípios com menor IDH [Índice de Desenvolvimento Humano]”.

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