Presidente do TSE compara atentado em Sergipe com 11 de Setembro


Lewandowski defendeu necessidade de mais segurança para magistrados.
Ele participa de encontro com presidentes de TREs em Brasília.

Eduardo Bresciani
Do G1, em Brasília

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, comparou nesta sexta-feira (20) o atentado na quarta-feira (18) contra o presidente do Tribunal Regional de Sergipe (TRE-SE), Luis Mendonça, com os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos. Lewandowski participa nesta manhã em Brasília do 50º encontro de presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais.

“Este atentado corresponde do ponto de vista simbólico para os magistrados ao 11 de Setembro para o mundo. É o momento de se repensar a segurança da Justiça brasileira”, afirmou o presidente do TSE.

Ele descreveu o atentado em Sergipe como um “crime hediondo” e afirmou que os criminosos tiveram “enorme ousadia” e praticaram uma “violência sem precedentes”. “Foi um atentado muito bem planejado, mas que felizmente não teve o sucesso esperado”.

Lewandowski aproveitou o encontro com os colegas dos TREs para dizer que o atentado não vai intimidar a Justiça eleitoral. “A Justiça eleitoral não se intimida e o processo eleitoral continuará na normalidade”.

O presidente do TSE defendeu a necessidade de se reforçar a segurança para os magistrados e todos os profissionais que trabalham no Judiciário. Lewandowski defendeu o aumento na contratação de servidores concursados para a área de segurança, tanto para a proteção física dos tribunais quanto para a pessoal dos profissionais da Justiça e dos familiares dos magistrados.

“A partir desse 18 de agosto, que é o nosso 11 de Setembro, temos de mudar a cultura relativa à segurança da magistratura. (…) Temos quase 16 mil colegas e não temos autoridades públicas de segurança para proteger a todos adequadamente. Precisamos desenvolver inteligência em relação a questões de segurança. Atualmente temos foco na segurança patrimonial e temos desdenhado a segurança pessoal dos magistrados, que é muitas vezes feita por pessoal terceirizado”, afirmou.

O presidente do TSE conclamou os colegas também a tomar mais cuidado com questões relativas a segurança. Ele recomendou que os itinerários sejam alterados com maior frequência e que haja reforço na segurança, “sem exageros”. Ele lembrou ainda que os colegas podem requisitar forças nacionais de segurança para garantir a eleição, mas pediu que o façam “com parcimônia”.

Sobre o caso de Sergipe, Lewandowski afirmou que possivelmente está na raiz do atentado um episódio de queimas de urnas eleitorais em uma cidade do interior do estado. De acordo com o presidente do TSE, o crime deve ser motivado por “vingança”.

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