Seminário debate Política Nacional de Saúde do Homem


Política completou um ano  e ainda tem dificuldades de implementação. Homens vivem 7,6 anos a menos que as mulheres.  A cada 3 pessoas que morrem no Brasil, 2 são homens

Por  Diogo Stanle

Como está a saúde das crianças, jovens, adultos e idosos do sexo masculino? Quais os avanços da saúde no Brasil após um ano de implementação da Política Nacional de Saúde do Homem? Que iniciativas estão em desenvolvimento? Esses serão os temas em debate do 6º Seminário Nacional Homens e masculinidades.

Estarão reunidos, hoje a partir das 14h, representantes do poder público municipal, estadual, Ministério da Saúde, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, além de pesquisadores/as de universidades e centros de pesquisas nacionais e internacionais para promover a troca de conhecimentos e avaliação da saúde do homem brasileiro.

A Política de saúde do homem foi lançada em agosto de 2009, e busca facilitar e ampliar o acesso da população masculina aos serviços de saúde e parte da principio que as doenças que afetam o sexo masculino são um problema de saúde pública. Os homens têm mais doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e pressão arterial mais elevadas.

Números – Dados do Ministério da Saúde e do último estudo do IBGE sobre a saúde da população masculina mostraram que os homens apresentam maior mortalidade em todas as idades (até os 79 anos), representando 60% das mortes do País. A cada 5 pessoas que morrem de 20 a 30 anos, 4 são homens. O índice de mortalidade é causado, principalmente, por causas externas (76% dos óbitos totais nessa idade), com destaque para as agressões e os acidentes de transporte. Além disso, a expectativa de vida da população masculina é 7,6 anos abaixo das mulheres.

Para os especialistas, não basta apenas implementar a Política Nacional de Saúde do Homem, é preciso alicerçá-la em estudos que identifiquem as questões de gênero associadas à menor procura da dos homens aos serviços de saúde, assim como ao seu processo de adoecimento e mortalidade. “A política precisa estar articulada com os atuais debates em torno das políticas de saúde no Brasil, que privilegiam a promoção da saúde, apostam na perspectiva da integralidade e que investem em ações voltadas à população que tem menos acesso” afirma Jorge Lyra, coordenador do Instituto PAPAI.

Programação – O debate sobre implementação da política de saúde do homem contará com a presença dos/as especialistas Juracy Toneli (Margens/UFSC), Margareth Arilha (CCR/SP e Nepo/Unicamp), Jorge Lyra (Instituto PAPAI), Romeu Gomes (IFF/ Fiocruz), Márcia Couto (USP) e também de Eduardo Chakora (Área Técnica de Saúde do Homem do Ministério da Saúde). A programação contemplará quatro Simpósios Temáticos: “Paternidade e direitos reprodutivos”, “Diversidade e direitos sexuais”, “Violência de gênero e direitos humanos” e “Homens e Políticas Públicas em saúde”. Neste último teremos serão expostas de experiências que estão ocorrendo nas cidades do Paulista/PE, Rio de Janeiro/RJ, São José do Rio Preto/SP e João Pessoa/PB.

Na organização do 6º Seminário Nacional Homens e Masculinidades estão: o Instituto Papai, o Núcleo de Pesquisas em Gênero e Masculinidades (Gema/UFPE), o Instituto Promundo e o Núcleo de Pesquisas e Modos de Vida, Família e Relações de Gênero (Margens/UFSC).

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