Justiça determina sequestro de bens de prefeito de Dourados e de outras 3 pessoas


Agência Folha
RODRIGO VARGAS
DE CUIABÁ

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou o sequestro dos bens em nome do prefeito de Dourados (250 km de Campo Grande), Ari Artuzi (PDT), da primeira-dama, Maria Aparecida Artuzi, e de dois homens apontados como “laranjas” do casal.

A decisão, que inclui imóveis e gado, é do desembargador Manoel Mendes Carli e atendeu a pedido do Ministério Público Estadual.

O prefeito está preso há quase 20 dias por suspeita de liderar um suposto esquema de fraudes, desvio de verbas e pagamento de propina na prefeitura e na Câmara.

Segundo a Promotoria, parte do dinheiro obtida no suposto esquema foi usada por Artuzi e sua mulher na compra de propriedades e gado. Os bens foram colocados em nome de Paulo Ferreira do Nascimento, assessor do prefeito, e de seu chefe de gabinete, Edmílson Dias de Moraes.

Em 2008, à Justiça Eleitoral, Artuzi declarou possuir um patrimônio de R$ 384 mil _na lista, constam três imóveis, um terreno, dois consórcios de veículos e nove aplicações financeiras.

Na segunda-feira, a Promotoria encaminhou denúncia contra Artuzi e outras 60 pessoas por suspeita de envolvimento na suposta articulação que, segundo as investigações da Polícia Federal, desviava 10% do valor de contratos firmados pela Prefeitura de Dourados.

Os denunciados podem responder por crimes como corrupção ativa, corrupção passiva, fraude de licitação, falsidade ideológica e formação de quadrilha.

A reportagem tentou falar com o advogado Carlos Marques, que representa o prefeito Artuzi e a primeira-dama, mas ele não atendeu as ligações ou respondeu aos recados. Em entrevistas anteriores, a defesa negou envolvimento do prefeito.

A Folha não conseguiu contato com Moraes nem Nascimento.

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