Jorge Babu é condenado a 7 anos de prisão em mais um processo no Rio


MP acusa deputado de integrar milícia na Zona Oeste; ele vai recorrer.
Mais cedo, pena foi de 3 anos por formação de quadrilha e concussão.

Do G1 RJ

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio condenou na noite desta segunda-feira (20) o deputado Jorge Babu (PTN) a sete anos de reclusão em regime fechado por formação de quadrilha armada, no processo em que ele é acusado de integrar uma milícia na Zona Oeste da capital pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

Procurado pelo G1, o deputado Jorge Babu informou, por meio de sua assessoria, que vai recorrer da decisão.

Segundo a denúncia do MP-RJ, “a partir dos últimos meses de 2006, em localidades situadas em bairros da Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro, dentre os quais Campo Grande, Paciência e Pedra de Guaratiba, todos os denunciados, com consciência e vontade, associaram-se entre si e com outros indivíduos ainda não identificados, em perfeita unidade de ações e desígnios, de forma estável e permanente, para o fim de praticar diversos crimes, com destaque para o delito de extorsão, em sua maioria relacionados a serviços de ‘segurança’ e de ‘proteção’, formando uma quadrilha armada”.

Outros quatro réus foram condenados a penas de 15 anos de prisão, e dois foram absolvidos.

Formação de quadrilha e concussão
Mais cedo, Babu já havia sido condenado, em outro processo, a três anos em regime aberto por formação de quadrilha e concussão (tirar vantagem de cargo público) – junto com três funcionários da 1ª Vara da Infância e Juventude. Ele nega as acusações.

A pena do deputado foi convertida em prestação de serviços comunitários, mas ele ainda pode recorrer da decisão.

Segundo o processo, eles teriam montado um esquema para liberar a realização de bailes funk junto ao juizado, em troca de propina. Babu, no entanto, não compareceu à audiência. Segundo seu advogado, ele não foi oficialmente notificado.

Na semana passada, Babu foi demitido do cargo de inspetor da Polícia Civil do Rio. Ele já foi vereador duas vezes: em 2000 e em 2004, quando foi preso numa rinha de galo, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Em 2006 foi eleito deputado estadual e, em 2008, foi denunciado pelo Ministério Público por envolvimento com milícias.

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