Como o iPhone mudou a vida de um deficiente visual


DO blog MAC +
Bianca Hayashi

Todos os anos, a Apple vem lançando produtos revolucionários que mudam a forma como as pessoas se relacionavam com a tecnologia. O iPhone e o iPad são as maiores provas disso. Falando no iPhone, o Austin Seraphin, do blog Behind the Curtain, fez um relato maravilhoso de como o smartphone da Apple ajudou-o a “enxergar” novamente.

Austin é cego e consegue ver somente algumas poucas luzes e cores, embaçadas. Em junho, ele comprou um iPhone e disse que sua vida mudou para sempre. “Considero ser a melhor coisa que aconteceu aos cegos em muito tempo”, disse em seu blog.

A princípio, Austin não tinha confiança no uso do VoiceOver. Ele já tinha ouvido tantas promessas de uma “plataforma dos sonhos” para os deficientes visuais apenas para se frustrar ao ver que o hardware não atendia às necessidades básicas. O blogueiro também não conseguia entender como um cego poderia usar uma interface sensível ao toque até que uma amiga, também cega e com as mesmas opiniões, comprou um iPhone e se apaixonou pelo smartphone.

Infelizmente, nem tudo é perfeito. Austin reclama que o iTunes não é tão fácil de usar.

Leia abaixo alguns trechos da experiência de Austin. Para ler o relato completo (em inglês), clique aqui:

“Fui até uma loja da AT&T com a minha mãe. Pareceu o fechamento de um ciclo, já que eu tinha ido a uma Apple Store há anos para comprar o meu Apple II/E. Para o meu contentamento, o vendedor sabia sobre o VoiceOver e como ativá-lo, embora não soubesse como usar. Felizmente, eu tinha lido sobre isso antes de ir (à loja). […]

Muitas resenhas e pessoas disseram ter passado pelo menos de meia a uma hora antes de fazer algum julgamento ao usar a interface sensível ao toque com voz. Já esperava uma estranha e dura jornada, especialmente ao usar o teclado. Para a minha surpresa, eu entendi imediatamente. Em 30 segundos, chequei a previsão do tempo. Depois, li alguns preços de bolsas de ações. […]

Continuei fazendo perguntas (ao vendedor), assim como a minha mãe. “Ele pode receber mensagens de texto (no aparelho)?”, ela perguntou. “Bem, sim, mas ele não lê a mensagem”, disse o vendedor. As esperanças da minha mãe foram para o poço, mas as minhas não, já que eu tinha entendido bastante do software. “Vamos tentar”, sugeri. Ela pegou o telefone dela e me mandou uma mensagem. Em segundos, o meu telefone tocou um alerta e disse o nome dela. Rolei meus dedos e o iPhone leu a mensagem dela: Oi, Austin. Ela quase chorou. “Deixe para a Apple”, eu disse. “Foi quase tão emocionante do que quando eu fui até uma Apple Store pela primeira vez, mas talvez mais, porque nós sabíamos o que isso poderia fazer”. […]

A possibilidade de tocar em qualquer lugar na tela e ouvir onde tocou adiciona uma nova dimensão. Pela primeira vez, os deficientes visuais podem ter informações espaciais de qualquer coisa. Na loja, minha mãe dizia “tente este botão” e eu fazia. Quantas vezes uma pessoa que podia enxergar disse “eu vejo um ícone no topo da tela”. Agora isso significa alguma coisa de verdade. […]

Baixei um aplicativo chamado Color Identifier. Ele usa a câmera do iPhone e diz o nome das cores. […] Alguns deles eram surreais, como Laranja Atômico, Cósmico, Verde Hippie, Ópio e Preto-branco. […] No dia seguinte, fui para fora de casa. Olhei para o céu. Ouvi cores como “Horizonte”, “Espaço Sideral” e muitons tons de azul e cinza. Usei umas marcações para achar a minha plantação de abóboras, procurando pelo verde entre o marrom e as pedras. Passei 10 minutos olhando para as minhas plantas, com suas folhas verdes. Fui para o quintal e vi uma flor azul. Encontrei um depósito marrom e voltei para a casa cinza. Minha mente estava em êxtase. Observei o sol se pôr, ouvindo as cores mudarem enquanto o céu escurecia. Na noite seguinte, conversei com a minha mãe sobre como o céu estava azul naquela noite. Como posso ver luzes e cores, a experiência de saber o nome das cores ajudam na minha percepção e aumentam a experiência visual.”

Anúncios

Sobre Da Redação do TP

Contatos com a Redação: (81) 3518-1755 ou jornalismo@jornaltribunapopular.com
Esse post foi publicado em Últimas Notícias. Bookmark o link permanente.