PF apreende R$ 100 mil jogados de carro por aliado de Romero Jucá


Agência Folha
ANDREZZA TRAJANO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM BOA VISTA (RR)
JEAN-PHILIP STRUCK
DE SÃO PAULO

A Polícia Federal em Boa Vista (RR) apreendeu nesta sexta-feira R$ 100 mil jogados de um carro que tinha acabado de sair do escritório do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado e candidato à reeleição.

O dinheiro estava em poder do empresário e colaborador voluntário da coligação de Jucá Amarildo da Rocha Freitas, irmão do deputado Urzeni Rocha (PSDB), que disputa a reeleição.

Detido, Freitas prestou depoimento, ao qual a reportagem teve acesso. Nele, disse que recebeu um envelope das mãos de Jucá, momentos antes da abordagem da polícia, sem saber que se tratava de dinheiro nem que estava endereçado ao seu irmão.

Logo que saiu do escritório de Jucá, o colaborador disse que percebeu que estava sendo seguido pela PF. “Assustado pela situação”, diz Freitas, no depoimento, jogou o envelope para fora do carro.

Jucá foi depois à PF, acompanhado do deputado federal Márcio Junqueira (DEM-RR). O senador negou envolvimento com o episódio.

Junqueira disse que estava “passando” pelo escritório quando ouviu os disparos, mas que não foram disparados por seguranças de Jucá.

Foi a segunda apreensão de dinheiro envolvendo Jucá nesta semana. Na quarta-feira, a PF apreendeu R$ 80 mil com um coordenador da campanha do senador.

Havia a suspeita de que a quantia seria usada para compra de votos. A campanha de Jucá nega e afirma que o dinheiro seria usado para pagar cabos eleitorais.

Jucá já foi também líder do governo Fernando Henrique Cardoso e ministro da Previdência de Lula.

OUTRO LADO

Jucá disse que a PF “fez uma fiscalização de rotina, motivada por denúncias infundadas da oposição”. Ele afirmou que “não foi encontrado nada”. “Nossas contas estão abertas.” Ele disse que estava no escritório no momento.

Ele afirmou que os R$ 100 mil encontrados no matagal não eram seus, e disse desconhecer o depoimento de Amarildo da Rocha Freitas, que disse ter recebido o dinheiro de suas mãos.

“Não entreguei dinheiro a ninguém, não é dinheiro meu, não é dinheiro de campanha, todo o nosso dinheiro está declarado.”

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