Base aliada petista terá 60% dos deputados



PSDB e DEM perdem, juntos 34 cadeiras na Câmara; votação de Tiririca ajuda a ampliar de 23 para 40 a bancada PR

Bruno Tavares – O Estado de S.Paulo

O PT conseguiu superar o PMDB e se tornou o partido com maior número de cadeiras na Câmara dos Deputados – 88 ante as 83 obtidas das eleições de 2006. Os dois principais partidos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PSDB e DEM, perderam, juntos, 34 deputados.

A configuração indicada pelas urnas ainda pode mudar, conforme os resultados dos julgamentos de candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa.

Somadas, as nove siglas que compõe a base de apoio da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), detém 309 das 513 cadeiras da Câmara – 60%. Na legislatura atual o porcentual atinge 58%. Além do PT e do PMDB, integram a coligação dilmista o PR, PSB, PDT, PSC, PC do B, PTC e PRB.

O PR foi uma das agremiações que tiveram maior crescimento em relação à eleição passada. Saltou das atuais 23 cadeiras para 40. O crescimento de 73% é resultado das votações obtidas principalmente pelo palhaço Tiririca (PR-SP) e por Anthony Garotinho (PR-SP).

Tiririca sagrou-se ontem o deputado federal mais votado do País, com pouco mais de 1,3 milhão de votos. Enéas Carneiro, do Prona, continua sendo o deputado federal mais votado da história do País – em 2002, foi eleito com 1,57 milhão de votos. Para efeito de comparação, Tiririca teve cerca de 414 mil votos a mais do que o candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio. Garotinho foi o deputado federal com melhor desempenho no Rio – teve 694 mil votos (8,69% do total).

Com sua expressiva votação, Tiririca arrasta pelo menos mais três deputados da coligação. Nas vagas “abertas” por ele entraram Otoniel Lima (PRB), Vanderlei Siraque (PT) e o delegado Protógenes Queiroz (PC do B).

Os três partidos que dão sustentação ao presidenciável tucano, José Serra, ficaram com 111 cadeiras. Na legislatura atual, a PSDB, DEM e PPS têm 153 vagas. Confirmando as projeções, a candidata Bruna Furlan (PSDB), filha do prefeito de Barueri, Rubens Furlan, foi a oposicionista mais votada, com pouco mais de 270 mil votos. Aos 27 anos, ela desbancou veteranos puxadores de voto, como José Aníbal (PSDB), que teve 170 mil votos.

Proporcionalmente, o candidato Reguffe (PDT-DF) foi o que teve o melhor desempenho, com 19,15% (cerca de 248 mil votos). ACM Neto (DEM-BA) obteve quase 7% dos votos na Bahia. No Rio Grande do Sul, a deputada Manuela D”Ávila (PC do B-RS) conseguiu 8,26%.

Novatos e medalhões . Nomes tradicionais da política nacional conseguiram se reeleger. Fazem parte desse grupo, por exemplo, a ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSB), o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT), Arnaldo Faria de Sá (PTB), Ivan Valente (PSOL), José Aníbal (PSDB), Jilmar Tatto (PT), Valdemar Costa Neto (PR) e Gabriel Chalita (PSB).

Mas a Câmara terá novatos a partir de 2011. Umas das que tiveram maior votação foi a empresária Iolanda Ota (PSB-SP). Mãe do garoto Ives Ota, assassinado por sequestradores em 1997, ela obteve pouco mais de 212 mil votos. No time dos deputados “ilustres” entraram os ex-jogadores Romário (PSB-RJ) e Danrlei (PTB-RS).



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