Militares gays passam a ser aceitos nas Forças Armadas dos EUA


O Pentágono informou nesta terça-feira, 19, que seus recrutadores foram instruídos a aceitar inscrições de gays e lésbicas assumidos. O anúncio acontece após uma decisão judicial iminente, que deve derrubar a proibição de homossexuais assumidos no Exército americano, em vigor há 17 anos.

A juíza Virginia Phillips ordenou na semana passada que os militares parem de praticar a política conhecida como “Don‘t Ask, Don‘t Tell” (“Não pergunte, não diga”). A regra da era de Bill Clinton permite que homossexuais sirvam em segredo, mas expulsa aqueles que divulguem sua orientação sexual. Mudar a lei foi uma das promessas de Barack Obama em sua campanha em 2008.

Na segunda-feira, a juíza mostrou estar propensa a negar um pedido do Pentágono para reinstaurar a proibição. O Departamento de Justiça americano deve apelar da decisão.

O Pentágono alega que precisa de tempo para se planejar apropriadamente em relação à mudança, inclusive para lidar com assuntos como benefícios para parceiros, moradias e treinamento. O órgão também tinha alertado seus membros a não mudar seu comportamento enquanto os desafios legais continuam em processo.

Cerca de 13 mil pessoas foram dispensadas sob a lei desde que entrou em vigor, em 1993. Alguns grupos ativistas planejavam mandar pessoas para se alistarem em postos de recrutamento para testar se o anúncio é realmente verídico. Ao mesmo tempo, continuaram pedindo aos militares que evitam revelar se são gays, temendo que fiquem em uma situação difícil se a decisão for revertida.

O debate vem em um momento difícil para Obama e seus aliados democratas no Congresso, que correm o risco de perder o apoio da comunidade gay, um eleitorado importante, enquanto lutam para conter uma possível retomada republicana nas eleições parlamentares de 2 de novembro. Os republicanos, muitos dos quais se opõem fortemente aos gays servindo abertamente no Exército, tentam conquistar votos em suas bases conservadoras.

Da Agência O Globo

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