PF nega pedido da defesa e mantém depoimento de Erenice Guerra


Agência Folha
ANDREZA MATAIS
DE BRASÍLIA

A Polícia Federal rejeitou o pedido do advogado da ex-ministra Erenice Guerra para adiar o depoimento dela no inquérito que investiga tráfico de influência na Casa Civil. Já foram ouvidas 21 pessoas até agora.

A defesa ingressou ontem com pedido para que Erenice só fosse chamada a depor quando a PF tivesse provas contra ela. O delegado, porém, manteve o depoimento dela para segunda-feira, às 9h, em Brasília. Conforme a Folha revelou, Erenice se mudou para São Paulo.

O advogado Mário de Oliveira Filho descartou pedir habeas corpus para evitar o depoimento a seis dias da eleição presidencial. O caso Erenice foi um dos motivos que levaram a eleição para o segundo turno, segundo pesquisa Datafolha.

Erenice foi braço direito de Dilma Rousseff nos dois mandatos do governo Lula.

Ela era secretária-executiva da candidata do PT à sucessão presidencial quando recebeu no Planalto empresários de Campinas que negociavam contrato com a empresa de lobby dos filhos dela e de assessores da Casa Civil. Após a Folha publicar a informação, Erenice pediu demissão do governo.

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