Indonésia já registra ao menos 40 mortos e 380 desaparecidos após tsunami


DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

De acordo com as autoridades da Indonésia o tsunami gerado após um tremor de magnitude 7,7 que atingiu as Ilhas Mentawai já matou ao menos 40 pessoas e deixou 380 desaparecidas.

O novo balanço foi confirmado à agência Antara por um porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, que acrescentou ainda que o número de mortos pode aumentar nas próximas horas.

O local atingido pelo tremor é um destino muito procurado por surfistas do mundo inteiro.

De acordo com as autoridades locais, a maioria das vítimas são crianças e mulheres.

As ilhas Mentawai estão situadas a 78 quilômetros a oeste de Pagai do Sul.

As ondas destruíram a maioria das edificações no vilarejo costeiro de Betu Monga, disse Hardimansyah (que só tem um nome), um alto funcionário da regional do Departamento de Pesca.

“Dos 200 moradores do vilarejo, somente 40 foram encontrados. Ainda há 160 desaparecidos, na maioria mulheres e crianças”, disse ele à Reuters, por telefone.

Relatos de surfistas via Facebook indicam que o Macaronis resort, na ilha de North Pagai, foi “totalmente devastado”, diz a Reuters.

No site, usuários afirmaram ter visto um tsunami com ondas de até 3 metros de altura que “tirou do mapa” o local.

Hendri Dori Satoko, chefe do governo local, disse à Metro TV que cerca de 380 pessoas se refugiaram em locais mais altos, fugindo dos efeitos do tsunami.

Policiais locais afirmaram à Reuters que as cidades se preparam para construir abrigos e armazenar mantimentos, já que as chuvas e fortes ventos ameaçam a região.

Na ilha de South Pagai, as ondas chegaram até 600 metros dentro das vilas, enquanto em North Pagai o tsunami gerou ondas que passaram do teto das casas, disse Satoko.

Em dezembro de 2004 um tsunami causado por um tremor de magnitude 8 atingiu a ilha de Sumatra, matando mais de 220 mil pessoas.

VULCÃO

Ainda nesta terça-feira houve relatos de cientistas e autoridades locais de que o aumento da pressão no interior do vulcão mais volátil da Indonésia pode desencadear uma das mais fortes erupções dos últimos anos a qualquer momento.

A atividade no vulcão Monte Merapi, na ilha de Java, tem se intensificado nos últimos dias, e ontem (25) o governo anunciou a intenção de remover 11 mil pessoas de vilarejos próximos. As autoridades indonésias aumentaram o alerta de risco de erupção para o nível mais alto.

Nesta terça-feira pela manhã, segundo relatos, várias rochas se desprenderam do topo do vulcão, e a fumaça expelida chegava a cerca de 50 metros de altura.

“A energia está aumentando. Esperamos que entre em erupção lentamente”, disse Surono, vulcanologista do governo. “Do contrário, estamos diante de uma grande erupção, maior do que temos visto em anos.”

“Vamos retirar 11.491 pessoas que vivem a uma distância de 10 quilômetros do pico. Vamos trabalhar em conjunto com os militares e a polícia para realizar a remoção”, disse ontem o dirigente local Sri Purnomo à rádio Elshinta.

O número de afetados pode chegar, no entanto, a 40 mil pessoas. As autoridades prepararam abrigos a cerca de 10 km do vulcão.

ATIVIDADE

Segundo autoridades, o vulcão já liberou nos últimos dias duas vezes mais energia do que em erupções recentes. Entre sexta-feira e sábado, os tremores vulcânicos no Merapi aumentaram de 321 a 525, enquanto o número de erupções de lava passou de 93 a 183.

O vulcão entrou em erupção pela última vez em 2006. À época, provocou uma nuvem de cinza incandescente e gás que causou duas mortes.

O chefe de Centro de Vulcanologia alertou que as observações indicam que a erupção do Merapi pode ser semelhante à que ocorreu em 1930, quando 13 aldeias foram destruídas e 1.400 pessoas morreram. Em 1994, 70 pessoas morreram em uma erupção do Monte Merapi.

A Indonésia está sobre o chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica, e tem cerca de 400 vulcões, dos quais 129 estão ativos.

Sobre Da Redação do TP

Contatos com a Redação: (81) 3518-1755 ou jornalismo@jornaltribunapopular.com
Esse post foi publicado em Mundo, Tragédias. Bookmark o link permanente.