Recife realiza tratamento coletivo contra filariose até o final do mês


Em 2009, foram identificados 32 novos registros da doença. Até setembro deste ano, 14.

da Secom/Recife

Até o próximo dia 30, a Secretaria Municipal de Saúde continua realizando o tratamento coletivo contra a filariose, iniciado no último dia 19 de outubro em 11 bairros da Cidade, o que contemplará 111 mil pessoas com idades entre quatro e 65 anos incluídas no tratamento.

A iniciativa faz parte do programa Xô Filariose, lançado em 2003 e que de lá pra cá reduziu o número de casos da doença no Recife em 98%. Até o lançamento da primeira edição do programa, o Município contabilizava 62 casos por 100 mil habitantes.

Atualmente, a taxa de detecção é de 0,03 caso para cada 100 mil moradores. Em 2009, foram identificados 32 novos registros da doença. Até setembro deste ano, 14.

Dentre as localidades incluídas na mobilização estão, Afogados, Alto José Bonifácio, Cabanga, Ilha Joana Bezerra, Mangueira, Mustardinha e Santo Amaro.

A gerente municipal de Vigilância Epidemiológica, Denise de Oliveira, destacou a importância da sensibilização: “A adesão dos moradores à terapêutica em massa é fundamental para o sucesso da campanha. As pessoas devem receber os técnicos da Secretaria de Saúde em casa e, principalmente, tomar o remédio, um simples comprimido sem contra-indicações, com capacidade de interromper o desenvolvimento da enfermidade”.

Cerca de 600 profissionais da rede municipal estão envolvidos na campanha, entre eles, agentes da Vigilância Ambiental, médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e ACSs ligados ao Programa Saúde da Família. “Além do tratamento em massa, a rede oferece o teste da Gota Espessa em todos os Distritos Sanitários da Cidade. Ele é realizado das 22h à meia-noite, justamente no horário em que o parasita circula nos vasos sanguíneos mais superficiais, facilitando sua detecção. O exame consiste na coleta de sangue através de um furo no dedo”, completou a gerente.

FILARIOSE – A filariose, é causada por vermes que parasitam os vasos linfáticos. No Brasil, ela é ocasionada por helmintos da espécie Wuchereria bancrofti. A infecção ocorre por meio da fêmea do mosquito da espécie Culex quinquefasciatus, conhecido popularmente como pernilongo ou muriçoca, picam uma pessoa sadia, transmitindo larvas da W. bancrofti. O mosquito prolifera-se principalmente em depósitos artificiais, solo ou recipientes com água estagnada e poluída, de aspecto sujo e mal cheiroso, rico em detritos e dejetos humanos.

PREVENÇÃO – Medidas simples, como combater a muriçoca, podem prevenir a doença. Portanto, conservar os ambientes de convívio limpos, fossas vedadas e evitar o acúmulo de água suja e empoçada são as melhores formas de manter os mosquitos afastados. Outra opção é o uso de mosquiteiros nas camas durante a noite.

TRATAMENTO – O tratamento é feito com um remédio que combate os vermes presentes no organismo. Para os casos avançados, não existe cura, mas é necessária a intervenção medicamentosa para os parasitas pararem de atuar e os inchaços e deformações não aumentarem.

Sobre Da Redação do TP

Contatos com a Redação: (81) 3518-1755 ou jornalismo@jornaltribunapopular.com
Esse post foi publicado em Administração Pública, Recife, Saúde. Bookmark o link permanente.