Ver além do intelecto (I) – Paiva Netto


Paiva Netto

A emoção, a Fé Realizante e o sentimento de esperança na construção de um mundo melhor ditaram a sessão solene das comemorações dos 21 anos do Templo da Boa Vontade, neste sábado, 23/10, em Brasília/DF. Milhares de peregrinos, vindos de várias partes do Brasil e do exterior, superlotaram as dependências do Templo da Paz – aclamado pelo povo uma das Sete Maravilhas da capital federal – e do Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV. Esse extraordinário espetáculo de Espiritualidade Ecumênica pode ser acompanhado pela Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV e internet – http://www.boavontade.com).

O Templo da Boa Vontade – para a multidão de peregrinos que o visita anualmente – é um teto para a Humanidade. E o que todos buscam é, do seio de Deus, receber o acalento. Todos realmente necessitam desse conforto. Quando o TBV foi construído, nasceu com este propósito: proteger-nos da miséria humana e espiritual, do sofrimento, de tanto bombardeio, não apenas das armas bélicas, mas também da falta de caridade, porque muita gente ainda não conhece de fato o seu significado.

DEUS ANTROPOMÓRFICO: UMA ARMADILHA
A Religião de Deus não surgiu para conflitar com outras louváveis crenças. Por sinal, a primeira democracia que deveria brilhar na Humanidade é a religiosa, em que, por dever de ofício, a Fraternidade deve reinar. O pensador francês André Malraux (1901-1976) afirmou que o século 21 seria religioso ou não seria nada. Alguns, contudo e infelizmente, quando se referem à religião, se firmam em tragédias patológicas que envergonham a natureza humana. Não! Religião é algo notável, aplaudível, apreciável como é a Política quando honrada, ou mesmo a Ciência quando com caridade de alma.

Muita vez, cérebros pensantes de grande expressão, talvez por causa do ensino recebido na infância, ainda vislumbram Deus numa forma antropomórfica. Caem nessa armadilha, nessa vala comum da crença em um “supremo criador” (neste caso, com letras minúsculas mesmo) igual a nós, com defeitos e imperfeições. Isso é um erro recorrente.

Convoco a inteligência de todos para este entendimento: é essencial enxergar além do intelecto. A mente sem o sentimento é forma castradora de pensar. Somos todos limitados no raciocínio se não percebemos a necessidade da existência de um Deus não criado criminosamente à imagem e semelhança do Ser Humano. E proponho isso a partir das crianças. Quem pensa que criança é boba é que é bobo.
(Continua)

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.brhttp://www.boavontade.com

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